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O DRM em Ondas Médias se apresenta como a solução para emissoras que permanecerem em OM

Na Índia, um país com 1,2 bilhão de habitantes, as emissoras em Ondas Médias estão sendo revitalizadas, graças à opção do governo de adotar o sistema Digital Radio Mondiale.

Mais de 80% da população indiana já está coberta com sinal DRM em Ondas Médias, e até 2017 toda a população estará coberta. A qualidade do áudio DRM em OM é superior ao áudio de uma FM, além de proporcionar a manutenção do alcance superior que o uso da faixa de OM proporciona com relação à faixa onde estão as emissoras FM, que operam em VHF.

Essas emissoras indianas que estão abraçando o digital em OM operam no modo simulcast, ou seja, com o mesmo transmissor e sistema irradiante, o sinal analógico AM permanece inalterado, e o sinal DRM é posicionado em algum canal adjacente do sinal AM, mantendo assim toda a audiência que a emissora já tem em AM somada às novas audiências que possuem digital.

O custo para a digitalização de uma emissora OM é muitas vezes menor que a migração da mesma para o FM, que exige instalação de novos transmissores, sistema irradiante e pagamento da diferença do valor da outorga AM para FM.

A introdução do DRM em Ondas Médias provê uma evolução suave do analógico para o digital, sem troca da banda de operação da emissora.

O rádio digital DRM aponta para o futuro, permite multiprogramação, transmissão de conteúdo multimídia como imagens, textos e aplicações interativas Ginga, enquanto a adoção de um sistema analógico em 2015 aponta para o passado, para o retrógrado.

As emissoras que ficarem em Ondas Médias no Brasil terão, com o DRM, um excelente caminho para o futuro.



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