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Tecnologia de rádio DRM atinge níveis de maturidade

Por T. V. B. Subrahmanyam

A forma que a tecnologia e seus produtos evoluíram no século passado é bastante interessante. A geração mais velha pode lembrar-se do uso de máquinas de escrever mecânicas e de caixas registradoras, rádios a válvula, gramofones, televisores monocromáticos, televisores a cores e assim por diante. Descobertas levaram a invenções que desenvolveram novos produtos finais. As pessoas começaram a acostumar-se com estes produtos, mesmo sendo caros inicialmente; a sua popularidade e o marketing viral, em seguida, aumentaram o volume de vendas. Na medida em que os mercados engrenaram, mais fabricantes começaram a fazer estes produtos. Isto aumentou a concorrência e, em seguida, as empresas investiram mais dinheiro em pesquisa e desenvolvimento para ajudar a criar produtos mais baratos. Isto levou ao aumento do volume de vendas na medida em que os gadgets tornaram-se mais acessíveis.

Tudo isso soa tão simples e lógico, que é questionável a finalidade dessa elaboração. O objetivo aqui é mostrar o “ciclo de evolução”. Quando este ciclo de evolução é dependente de um único parâmetro ou tecnologia, que pode ser chamado de um ciclo de evolução unidimensional, fica muito fácil compreender esta evolução. Questões tornam-se mais complexas à medida que adicionamos múltiplas dependências, fazendo um ciclo de evolução multidimensional.

Rádios digitais são um exemplo do ciclo de evolução de um produto complexo, felizmente dependente de apenas três parâmetros:

  • a) Transmissores & equipamento de radiodifusão
  • b) Receptores de rádio
  • c) Conteúdo

Cada um é dependente do outro e a menos que eles coexistam, a tecnologia não será bem sucedida. A menos que a tecnologia seja bem sucedida o custo de cada item individual não se reduzirá e não se tornará acessível.

Nos últimos 5 anos, os radiodifusores queixam-se, em várias plataformas, que receptores digitais de baixo custos não estão disponíveis. Por outro lado, fabricantes de receptores de rádio expressam a opinião de que conteúdo e transmissores suficientes devem estar disponíveis para garantir a venda de produtos e seu retorno sobre o investimento. Para um homem comum, todos estes três parâmetros precisam desenvolver-se e amadurecer para que ele fique “viciado” na tecnologia, e surja um sentimento de must have para o produto. Para rádios digitais, estes três parâmetros são como as pernas de um tripé... Todas as três pernas têm de ser suficientemente forte para um modelo de negócios viável e estável.

Rádios digitais podem ser classificadas em duas categorias: a) tecnologias usando padrões proprietários, e b) tecnologias baseadas em padrões abertos. Padrões proprietários "podem ser" de vida curta, e caros para o usuário. Podem haver algumas exceções a essa regra. Rede de rádio por satélite WorldSpace é frequentemente citada como um exemplo clássico no domínio de uma morte precoce de uma boa tecnologia de rádio digital.

No caso de rádios digitais baseados em padrões abertos, o processo é bastante democrático e leva mais tempo para todas as três pernas deste tripé tornarem-se fortes e amadurecidas. Também é sabido que os sistemas democráticos são mais estáveis, apesar de serem mais lentos, mas com probabilidade de maior longevidade. Digital Radio Mondiale (DRM) é um padrão aberto que está fazendo muitos progressos no domínio de rádio digital. A tecnologia atingiu um estágio onde vários transmissores estão sendo instalados, estimulando os fabricantes de receptores a investir em criar os produtos certos e em paralelo, fazendo as emissoras pensarem conteúdos atraentes para serem criados e exibidos. É só uma questão de tempo antes que o preço dos receptores de rádios digitais aproximem-se dos preços atuais dos rádios analógicos.

T. V. B. Subrahmanyam – Analog Devices, empresa de semicondutores norte americana. M. Tech na Indian Institute of Technology, Delhi, M. Sc na Indian Institute of Technology, Roorkee.

Tradução: Marcelo Goedert



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